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Abrapa mostra como cultivar algodão responsável

Conciliar eficiência produtiva, práticas sustentáveis e viabilidade econômica na cotonicultura tropical e de larga escala não só é possível como já está acontecendo no Brasil. Essa foi a mensagem emitida pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), durante sua participação na Better Cotton Conference, evento promovido em Malmö, na Suécia, pela BCI.

“Apresentamos informação qualificada para atestar as práticas que já vêm sendo adotadas em nossas fazendas. O compromisso do cotonicultor brasileiro com a sustentabilidade tornou o Brasil uma referência mundial na produção de algodão responsável. E com um importante diferencial: nossa pluma é rastreada fardo a fardo”, contextualiza o presidente da Abrapa, Júlio Busato.

Na safra 2020/21, o Brasil produziu 42% da oferta mundial de Better Cotton, que é o algodão certificado pela BCI. Além de promotora da conferência, a BCI é uma organização sem fins lucrativos que desde 2005 fomenta práticas responsáveis na cadeia produtiva mundial do algodão.

Busato participou de um painel sobre práticas disruptivas na agricultura na quarta-feira (22). Além de mostrar o investimento progressivo do Brasil nas opções biológicas de controle sanitário, o presidente aproveitou a ocasião para divulgar dados que explicam como o país se tornou o maior fornecedor mundial de algodão Better Cotton.

Na quinta (23), um case brasileiro foi destaque na programação. Thiago Souza, head de Pesquisa e Desenvolvimento do grupo Scheffer, de Mato Grosso, mostrou como a empresa pretende chegar a 2030 aplicando práticas de agricultura regenerativa em 100% de sua área plantada – que hoje supera 200 mil hectares.

A agricultura regenerativa consiste em um conjunto de práticas agrícolas que ampliam a biodiversidade do solo, tornando-o mais saudável e, portanto, nutritivo para as culturas. Isso é obtido incentivando a presença de inimigos naturais, o que leva o ecossistema das fazendas a se tornar mais resiliente e saudável. Plantas mais resistentes e ‘fortes’ demandam menos produtos químicos, e uma das muitas consequências positivas é a redução da pegada de carbono ao longo do ciclo agrícola.

“Começamos há cerca de seis anos e hoje a agricultura regenerativa é utilizada em uma área de 4,04 mil hectares de algodão e soja. O experimento foi bem-sucedido e, no ano passado, nos tornamos a primeira empresa do agro brasileiro a receber a certificação internacional regenagri, da Control Union”, comentou Souza.

O executivo informou que na safra 2020/21 houve uma redução de 48% no uso de químicos no cultivo de algodão e de 45% na sojicultura, em comparação com o método tradicional. “Temos uma fábrica de bioinsumos com capacidade de produção de 15 mil litros por semana. Hoje, dispomos de 14 diferentes biológicos produzidos on farm” revelou Souza. Desses 14, sete são bioinseticidas, três são biofungicidas, dois bioinoculantes e dois bionematicidas.

Além da aposta nos biológicos, a Scheffer realiza outras práticas regenerativas, como plantio direto em toda a área cultivada, cobertura de solo com palhada, compostagem, culturas de cobertura do solo, rotação de culturas, agricultura de precisão e a manutenção de áreas de mata nativa preservadas.

O exemplo da Scheffer impressiona também pela escala. A agropecuária soma mais de 200 mil ha de algodão, soja e milho, além de pecuária, em Mato Grosso, Pará, Maranhão e Colômbia. Em 2021, o grupo produziu 105 mil toneladas de algodão, 410 mil tons de soja, 117 mil tons de milho – além de dispor de um rebanho com 20 mil cabeças de gado. “Nosso próximo passo é mapear a pegada de carbono e dar mais transparência aos resultados”, afirmou o head da Scheffer.

A Abrapa foi uma das apoiadoras da Better Cotton Conference por meio do Cotton Brazil (https://cottonbrazil.com/), programa de desenvolvimento de mercado internacional para o algodão brasileiro, executado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Fonte: Abrapa

Author

ampasul

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