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De 22 a 24 de setembro foi realizado, no Expominas, em Belo Horizonte (MG), o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), promovido pela Abrapa, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão.

O CBA é considerado o principal encontro da cadeia produtiva do algodão. Neste ano foi realizado com o tema “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”.

Na cerimônia de abertura lideranças do setor, autoridades, produtores e pesquisadores participaram do início da programação que foi dedicada à ciência, inovação, mercado, homenagens e valorização do algodão brasileiro.

Ainda sobre jornada, que consta no tema do ano, houve homenagens. Elas foram direcionadas a produtores rurais em reconhecimento às contribuições deixadas para o desenvolvimento da cotonicultura no Brasil. Entre os homenageados estava o produtor rural e empresário Alberto Schlatter. de Chapadão do Sul (MS). Também receberam a honraria; João Carlos Jacobsen Rodrigues, da Bahia, Paulo Shimorríra, de Goiás e Sérgio De Marco, do Mato Grosso.

São produtores protagonistas da cultura em alta escala no Brasil. Antes dos anos noventa o Brasil era um mero importador de algodão, para suprir o consumo interno. A maioria dos homenageados foi composta por produtores rurais, apaixonados pela cultura, que decidiram assumir o desafio de produzir algodão no cerrado brasileiro.

Alberto Schlatater foi o primeiro presidente da Ampasul

Alberto Schlatter e seus filhos; Samuel, Carlos e Walter assumiram o desafio de plantar algodão em Chapadão do Sul. Eles cultivaram a fibra natural nos anos noventa e rapidamente as técnicas de produção e de controle do bicudo começaram a ser dominados.

Com o sucesso da família Schlatter, outros produtores entraram na cultura e foi criada a Ampasul, Associação Sul-Mato Grossense dos Produtores de Algodão, tendo como seu primeiro presidente, Alberto Schlatter, o maior responsável pela reintrodução do algodão no Mato Grosso do Sul.

Segundo o atual presidente da Ampasul, Renato Bürgel, a homenagem a Alberto Schlatter foi justa. “A ele nós devemos o reconhecimento pela sua visão empreendedora que reintroduziu, e com muito mais efetividade, a importante cultura que também representa o potencial produtivo e a economia de Mato Grosso do Sul e do Brasil” disse Reanato Bürgel.

“As homenagens concedidas pelo CBA a esses homens, registra na história da cotonicultura, o grande legado que eles deixam para o agronegócio brasileiro”, concluiu Bürgel.

O 15º CBA promoveu dias intensos de trocas de experiências, vivências, conexões e networking, reunindo produtores, pesquisadores, empresas, parceiros e profissionais de toda a cadeia do algodão, atraindo também público do exterior.

Fonte: Jovemsulnews (Norbertino Angeli)

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