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Grupo de Técnico de Sustentabilidade se reúne na Abrapa para promover alinhamento e atualizar principais avanços

Encontro contou com a presença de representantes de sete associações estaduais e tratou de temas relacionados a ESG e à implementação de programas ABR e Better Cotton

Entre os dias 26 e 28 de agosto, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) reuniu seu Grupo Técnico de Sustentabilidade para um alinhamento sobre as principais iniciativas nas áreas de meio-ambiente, desenvolvimento social e governança (ESG) da entidade. Formado por especialistas das associações estaduais da Bahia (Abapa), Goiás (Agopa), Maranhão (Amapa), Mato Grosso (Ampa), Mato Grosso do Sul (Ampasul), Minas Gerais (Amipa) e Piauí (Apipa), além de diretores executivos, o GT é responsável pela implementação de programas como Algodão Brasileiro Responsável (ABR), em benchmark com a organização internacional Better Cotton.

“O Grupo Técnico se reúne periodicamente, como parte da estratégia de fortalecer a cotonicultura responsável no Brasil promovida pela Abrapa, que, pelo menos uma vez por ano, realiza o encontro de forma presencial”, explica Fabio Carneiro, Gerente de Sustentabilidade da Abrapa. Uma oportunidade para trocar experiências, definir ações para a safra 2025/2026 e apresentar projetos desenvolvidos por cada associação.

Materialidade do ABR e atualizações do Better Cotton

A materialidade do Programa ABR, definida por seis eixos prioritários, foi um dos assuntos centrais do encontro. Os participantes analisaram cada um dos temas e deram exemplos de práticas relacionadas a saúde do solo, desenvolvimento regional, adaptação e mitigação climática, manejo integrado de pragas, conservação da biodiversidade e gestão de recursos hídricos.

De acordo com Carneiro, a construção da matriz de materialidade do ABR se deu após uma pesquisa com diferentes atores da cadeia têxtil global “e o workshop foi um momento de ver como esses conceitos podem ser mensurados e incentivados em campo.” A apresentação, seguida por uma dinâmica, foi facilitada pela Lamparina, consultoria especializada em comunicação e sustentabilidade.

Produtores que fazem parte do programa ABR são auditados por certificadoras internacionais independentes e, durante o processo, podem optar pelo licenciamento Better Cotton. A atualização dos critérios do padrão global para o novo ciclo também foi tratada na programação, que teve a participação do Gerente Sênior de Programas para a América Latina, João Rocha.

Interação com o Comitê ESG

Os técnicos e gerentes do Grupo Técnico de Sustentabilidade também se reuniram com os produtores que compõem o Comitê ESG da Abrapa. Na ocasião, foi destacada a importância do programa ABR neste momento de protagonismo do algodão brasileiro no mercado internacional. O Brasil é o maior exportador mundial de algodão desde a safra 2023/2024.

Durante o debate, foram desenhadas ações conjuntas para evidenciar práticas sustentáveis adotadas por fazendas brasileiras e enfrentar os desafios nas áreas sociais, ambientais e de boas práticas agrícolas. De acordo com o CEO da Fazenda Santa Colomba e conselheiro da Abapa, Miguel Prado, “essa interação foi importante para alinhar as necessidades técnicas com as expectativas de ESG da Abrapa”.

Associações estaduais apresentaram projetos

A agenda ainda incluiu a apresentação de exemplos de melhores práticas de sustentabilidade adotadas pelas associações que participaram do evento.

A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) apresentou ações com foco na redução do uso de defensivos químicos, proteção da biodiversidade e apoio às comunidades locais. Uma das estratégias adotadas, segundo a gerente de sustentabilidade da entidade, Yanna Costa, foi a criação de equipes de monitoramento ambiental para auxiliar produtores na prevenção de incêndios e da caça ilegal de animais silvestres. Em outro projeto, de recuperação de nascentes, o trabalho da associação garante acesso à água para cerca de 80 famílias de pequenos e médios agricultores no semiárido baiano.

A Abapa também apoia o Parque Vida Cerrado, primeiro centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Desde 2006, o projeto restaurou mais de 200 hectares com o plantio de cerca de 200 mil mudas de espécies nativas do Cerrado. 80 famílias de agricultores familiares o acesso a recursos hídricos, fundamentais para quem vive no semiárido baiano. Além desses projetos, a Abapa passou a apoiar o Parque Vida Cerrado, o primeiro centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental da região do Matopiba.

Já a Associação Goiana de Produtores de Algodão (Agopa) compartilhou os resultados alcançados pelo Plano de Monitoramento da Biodiversidade. A implementação de políticas internas para proteção das espécies nativas de fauna e flora, promoveram a conscientização sobre a importância de manter áreas de refúgio ecológico dentro das fazendas, e garantiram segurança e habitat adequado para as espécies da fauna e flora locais.

Os participantes receberam uma cartilha sobre Mudanças Climáticas, um dos temas materiais do programa ABR, tem o intuito de incentivar o engajamento no assunto e reforçar a sua importância no âmbito da cotonicultura brasileira.

A cartilha está disponível no link:  https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/08/LAMPARINA_ABR_Cartilha_Mudancas_Climaticas_Digital.pdf

Fonte: Abrapa

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ampasul

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