Formalizado acordo de cooperação técnica para manejo da mosca-branca e lagarta do cartucho
A Ampasul, em parceria com; Fundação Chapadão – Sindicato Rural de Chapadão do Sul – Desafios Agro – Difusão Agricola – DeLollo – Coprasul, realizou um encontro técnico no dia 16 de abril, para discutir e debater o alto índice de infestação da mosca-branca (bemicia tabaci) e a lagarta do cartucho (spodoptera) na atual safra.
O seleto grupo de produtores, técnicos, gerentes de fazendas e pesquisadores, participantes ativos no encontro, resumiu a preocupação que as duas pragas estão promovendo no campo, e na oportunidade foi formalizado um acordo de cooperação para mitigar as pragas nas regiões dos chapadões e Goiás.
O Documento foi elaborado após ampla discussão com a participação de 85 representantes de fazendas da região. As orientações são estratégicas e importantes para o controle efetivo da infestação dessas pragas nos Chapadões.
Orientações Estratégicas foram elencadas em dez citações, que priorizam o uso de ferramentas corretas como o uso de defensivos, biológicos, químicos, tecnologia de aplicação, monitoramento efetivo das lavouras, entre outras.
Segundo o Diretor Executivo da Ampasul, Adão Hoffmann, o acordo de cooperação técnica apresentado representa um passo importante para mitigar as pragas em debate, mas que também traz orientações importantes para controle de outras pragas e doenças que ocorrem nas lavouras da região.
Veja abaixo a íntegra dos dez itens acordados:
1. Monitorar a lavoura corretamente com ênfase nas pragas, de forma eficaz e preventivamente, orientando os monitores, quanto a importância da atenção, identificação e quantificação das amostragens precocemente;
2. Realizar o controle preconizado, conforme necessidade (MIP – Manejo Integrado de Pragas), no sistema de produção, além das culturas comerciais instaladas, e demais plantas hospedeiras existentes na propriedade durante o ano todo;
3. Realizar o uso, se necessário de ferramentas eficientes como controle biológico (fungos entomopatogênicos), no período reprodutivo, e no final do ciclo da cultura, visando diminuir a população das pragas no sistema;
4. Considerar as condições climáticas e misturas compatíveis na aplicação aérea e terrestre, dos produtos químicos e biológicos, alcançando eficácia na pulverização para atingir o alvo e o efeito desejado, sem perdas por aplicação inadequada;
5. Cooperar através de informações com dados do monitoramento das pragas em cada fazenda, compartilhando com as fazendas vizinhas e região, para gerar um mapa regional, com o objetivo de adotar medidas preventivas de controle em conjunto;
6. Utilizar defensivos químicos e biológicos com eficiência comprovada em dose mínima recomendada pelo fabricante, atestando a eficácia dos produtos referenciais e genéricos;
7. Adotar manejo complementar de aplicação de ovicidas/larvicidas e inseticidas químicos e biológicos junto com a desfolha, ou outra operação no final do ciclo da cultura, visando baixar população das pragas na entre safra;
8. Inserir na pauta dos GTAs o acompanhamento do assunto, observando os índices de infestação dessas pragas, e se necessário lançar imediatamente alerta de controle para as fazendas;
9. Informar e envolver a APROSOJA na campanha, alertando os produtores de grãos, quanto a alta incidência e a importância de monitorar e combater as pragas no cultivo da soja e milho;
10. Fomentar junto a Fundação Chapadão, Desafios Agro, Difusão Agricola e DeLollo, a pesquisa relacionada ao manejo e rotação de produtos de maior eficiência para o controle das pragas.
Fonte: Ampasul







